Moptop
O corte de cabelo que caracterizou a imagem do rock inglês no inicio dos anos 60 e que foi o símbolo da revolução comportamental que surgiu a seguir, foi trazido da França para Hamburgo pelos “exis” (existencialistas) alemães. Entre eles Astrid Kirchherr, fotógrafa, artista plástica e amiga dos Beatles ainda em início de carreira e foi logo adotado pelo 5o. Beatle, Stuart Sutcliffe. Em uma viagem a Paris para visitar seu amigo alemão Jürgen Vollmer, John & Paul pediram a ele um corte igual ao seu.
A imprensa britânica chamou o corte de moptop que, com suas franjas cobrindo as têmporas, é até hoje símbolo do que de mais clássico se produziu em termos rock n roll, de Iggy Pop & The Stooges a Ramones, enfim, uma ode visual à poesia beat, alegria e simplicidade do rock.
Utilizando essa simbologia no nome e com inspirações no som lo-fi de todas as 5 décadas da história do rock, os cariocas Gabriel Marques (voz e guitarra), Rodrigo Curi (guitarra), Daniel Campos (baixo) e Mario Mamede (bateria) se juntaram, no final de 2003, com a intenção de fazer um rock honesto e direto. O resultado é uma sonoridade que mistura propostas do indie rock contemporâneo com pitadas de rock retrô. Em outras palavras, o MOPTOP emana a simplicidade do rock dos anos 50 e 60 amplificada pela estética punk. Buddy Holly, BrRock, Iggy & MC5 e muitas outras cores, assimiladas em um rock com sabor clássico e vigoroso.
Com cerca de 3 anos de existência, a banda já fez mais de 150 shows pelo Brasil e participou de alguns dos mais importantes festivais de música independente do país. Entre eles, fizeram o Claro Q é Rock (RJ e SP), Coca-Cola Vibezone (RJ), o Bananada (Goiânia) e o Humaitá Pra Peixe 2006 (RJ).
Além disso, a banda já coleciona prêmios importantes como a etapa do Rio de Janeiro do festival “Claro Q é Rock”, o MTV VMB 2005 na categoria melhor website, o concurso Banda da Vez da Rádio Cidade/RJ, o troféu de revelação carioca no Prêmio London Burning de Música Independente de 2004 e o troféu de revelação nacional 2005 segundo a Revista Laboratório Pop.
Com um repertório 100% autoral, as canções de Gabriel Marques emanam paixão, frustração e prazer, devidamente revestidas pela fúria instrumental de Curi, Daniel e Mario.
O Rock Acabou
Está tudo bem acho que sempre foi assim
Nada pra sentir espero outro dia vir
Eu quero te ligar eu quero algo pra beber
Algo pra encher algo que me faça acreditar
Sempre ausente me faz sorrir
Sempre distante dorme aqui
Enquanto você se produz
Eu vejo o que não vê
Crescer para que?
Ser e esquecer
Eu corro contra a luz
Eu fujo sem entender
Vencer para quem?
Ser e esquecer
O rock acabou melhor ligar sua TV
Ela nunca está ela nunca vai entender
Gosto da sua saia assim vem deitar perto de mim
Verdade eu não me importo quero um amor que não sei mais sentir
Sempre ausente me faz sorrir
Sempre distante espere por mim
Enquanto você se produz
Eu vejo o que não vê
Crescer para que?
Ser e esquecer
Eu corro contra a luz
Eu fujo sem entender
Vencer para quem?
Ser e esquecer
NOTE:The band have musics in english in http://moptop.letras.terra.com.br/
A imprensa britânica chamou o corte de moptop que, com suas franjas cobrindo as têmporas, é até hoje símbolo do que de mais clássico se produziu em termos rock n roll, de Iggy Pop & The Stooges a Ramones, enfim, uma ode visual à poesia beat, alegria e simplicidade do rock.
Utilizando essa simbologia no nome e com inspirações no som lo-fi de todas as 5 décadas da história do rock, os cariocas Gabriel Marques (voz e guitarra), Rodrigo Curi (guitarra), Daniel Campos (baixo) e Mario Mamede (bateria) se juntaram, no final de 2003, com a intenção de fazer um rock honesto e direto. O resultado é uma sonoridade que mistura propostas do indie rock contemporâneo com pitadas de rock retrô. Em outras palavras, o MOPTOP emana a simplicidade do rock dos anos 50 e 60 amplificada pela estética punk. Buddy Holly, BrRock, Iggy & MC5 e muitas outras cores, assimiladas em um rock com sabor clássico e vigoroso.
Com cerca de 3 anos de existência, a banda já fez mais de 150 shows pelo Brasil e participou de alguns dos mais importantes festivais de música independente do país. Entre eles, fizeram o Claro Q é Rock (RJ e SP), Coca-Cola Vibezone (RJ), o Bananada (Goiânia) e o Humaitá Pra Peixe 2006 (RJ).
Além disso, a banda já coleciona prêmios importantes como a etapa do Rio de Janeiro do festival “Claro Q é Rock”, o MTV VMB 2005 na categoria melhor website, o concurso Banda da Vez da Rádio Cidade/RJ, o troféu de revelação carioca no Prêmio London Burning de Música Independente de 2004 e o troféu de revelação nacional 2005 segundo a Revista Laboratório Pop.
Com um repertório 100% autoral, as canções de Gabriel Marques emanam paixão, frustração e prazer, devidamente revestidas pela fúria instrumental de Curi, Daniel e Mario.
O Rock Acabou
Está tudo bem acho que sempre foi assim
Nada pra sentir espero outro dia vir
Eu quero te ligar eu quero algo pra beber
Algo pra encher algo que me faça acreditar
Sempre ausente me faz sorrir
Sempre distante dorme aqui
Enquanto você se produz
Eu vejo o que não vê
Crescer para que?
Ser e esquecer
Eu corro contra a luz
Eu fujo sem entender
Vencer para quem?
Ser e esquecer
O rock acabou melhor ligar sua TV
Ela nunca está ela nunca vai entender
Gosto da sua saia assim vem deitar perto de mim
Verdade eu não me importo quero um amor que não sei mais sentir
Sempre ausente me faz sorrir
Sempre distante espere por mim
Enquanto você se produz
Eu vejo o que não vê
Crescer para que?
Ser e esquecer
Eu corro contra a luz
Eu fujo sem entender
Vencer para quem?
Ser e esquecer
NOTE:The band have musics in english in http://moptop.letras.terra.com.br/
Cansei de Ser Sexy
A casa era, como o nome - Blackbox, em inglês - deixava claro, uma caixa preta. Lotada. No meio do cubo, sem palco, em visível desordem e misturando-se à platéia, várias meninas de guitarras em punho, um mini teclado fuleiro e um único homem, na bateria, pareciam passar o som. O volume alto realçava o caos.
Quando, depois de uns quinze minutos de punk rock barulhento, uma das meninas pediu para o baterista afinar sua guitarra, enquanto a japonesa de cabelos brancos que se destacava ao microfone parecia combinar algo com o resto da banda, me dei conta: o show já havia começado. Tão urgente que era difícil saber quando uma música começava ou acabava. Aquela explosão de espontaneidade e diversão borbulhante me deu plena certeza de estar assistindo à banda de rock brasileira mais coerente e representativa daquele início de século.
Poucos dias antes, aparecera no Tramavirtual o nome Cansei de Ser Sexy com uma música absurdamente crua chamada Ódio, Ódio, Ódio, Sorry C. Tão crua e direta, foi imediatamente parar nos destaques. Logo descobri que o lendário guitarrista do Butchers Orchestra Adriano Cintra estava envolvido e que as meninas eram ligadas à moda, às artes plásticas, design e cinema. Fazia sentido mas não garantia nada. A foto postada na página do Tramavirtual, que está lá até hoje, sim. Nada de rostos, além de sorrisos. Mais shortinhos e camisetas detonadas emoldurando pernas lascadas e sujas. Descompromisso total. Idêntico ao som.
Migrar dali para os fotologs - o de Lovefoxx chegou a ser o mais acessado do planeta - utilizados como nome das integrantes no Tramavirtual foi definitivamente revelador. Estava diante de algo verdadeiramente novo. Não apenas música, mas uma nova maneira de conviver com ela. Um jeito de se expor em meio ao processo. Um grupo inacabado que, ao contrário de preservar-se até chegar "ao ponto", entregava-se corajosamente transformando tudo em estilo. Existe algo que faça mais sentido nesses tempos de telhados de vidro?
A identificação com o Tramavirtual estava estabelecida. Tanto que a Cansei de Ser Sexy marcou presença no Top 10 do site música após música e, em contrapartida, encontrou ali uma ferramenta poderosa que fez suas canções serem entoadas pela platéia em shows em qualquer parte do Brasil, sem ao menos um CD demo.
A determinação em montar uma banda para se divertir que a baixista Ira (então do punk rocker Hugh Grants) usou para convencer a amiga Maria Helena, que tinha um tecladinho e arriscava uma ou duas notas nele, logo estendeu-se por emails e encontros no então QG Torre do Doutor Zero, na Vila Madalena, em São Paulo. Lá, ao lado das futuras guitarristas Ana e Luiza Sá, já incorporadas ao time, requisitaram a presença de Lovefoxxx e de Adriano Cintra que tocava, entre tantos grupos, no fuleiríssimo I Love Miami, que as inspirou. Ele disse que aceitava o convite se fosse para tocar algo que nunca tinha tocado: bateria.
Já Lovefoxxx, que entrara para ser a portadora de mais uma guitarra, esqueceu de levar a mesma no primeiro ensaio da banda e acabou tendo de divertir-se berrando no microfone. Bem ao estilo Cansei de Ser Sexy, estava fundada a banda. Tão livre e desprendida que chegou a ter integrantes que simplesmente apareceram para assistir um ensaio e ficaram por um tempo na formação, como o caso da ex-vocalista Clara.
Adriano botou a obra pra andar, gravando as experiências nos ensaios semanais e bases eletrônicas em seu estúdio caseiro, enquanto Lovefoxxx fornecia as letras por email. Levando o fato de não saberem tocar seus intrumentos apenas como um desafio para a criatividade, o grupo começou a arriscar pequenos shows nas casas noturnas que alimentam o underground paulistano.
Cada noitada dessas vira uma aventura. Tudo pode acontecer: guerra de bolinhas de plástico entre banda e platéia, mergulhos do palco sobre as cabeças do público, calcinhas à mostra, cuecas jogadas ao palco (e devolvidas), gente tocando de costas o show inteiro e até gente tocando sentada no chão numa postura anti-espetáculo rara. Desprendimento que criou forte identificação dos que se apinham para vê-las em lugares pequenos, mal iluminados e com som alto e distorcido (yeah!) em celebrações caóticas e divertidíssimas.
Mas não é por respirar independência e autonomia 24 horas por dia que furtariam-se ao desafio de, convidadas para tocar entre Kraftwerk e 2 Many DJs, encarar o palco gigantesco do Tim Festival 2004 e sua platéia exigente. Para melhor enfrentar a empreitada convidaram a guitarrista Carol, que já tocava com Adriano na Verafisher. Para quem assumidamente não sabia tocar e nunca tinha se apresentado com uma distância de mais de cinquenta centímetros entre as integrantes da banda uma ousadia e tanto.
Sem abandonar os pequenos palcos, a formação expandida começou a depurar os arranjos e caminhar naturalmente para gravações que, mesmo que ainda caseiras, mirassem numa direção mais elaborada. Ou seja, como que se dizia antigamente "para virar disco".
Mesmo crescimento teve o Tramavirtual neste período, de um site experimental à principal referência em música independente brasileira na internet com 50 mil músicas e quase 20 mil artistas. Hora do passo adiante. Mas não poderia ser repetido aqui nada do que já havia sido estabelecido nas relações entre artistas e gravadoras, do contrato ao marketing pé no chão, passando pelo formato. Um CD normal não é exatamente o que se espera de uma parceria dessas.
As gravações no software Logic ("eu odeio ProTools", diz Adriano sobre o mais sofisticado e profissional programa de gravação digital) foram adicionadas de takes de bateria gravados no lendário estúdio de Clayton, baterista dos Detetives, por onde passam muitas das melhores bandas de rock independente de SP. Depois de acabamento caprichado em mixagem no estúdio da Trama, as 21 faixas viraram não um, mas dois discos. CSS SUXXX, um EP de sete faixas, foi concebido especialmente para venda exclusiva em shows, num envelope simples e preço acessível. Já o CD, propriamente dito, ganha tratamento especial, com luva e um CDR, grátis e personalizado, para incentivar o intercâmbio de cultura musical entre amigos, tão combatido pelas grandes gravadoras. O mesmo disco ainda deverá sair numa edição simples, atendendo aos diferentes perfis de fãs de música.
Enquanto isso, a Cansei de Ser Sexy recebeu no Brasil a visita do jornalista Peter Culshaw, do jornal britânico The Observer, que as destacou pela "sensibilidade pop e pelo comportamento subversivo" considerando que poderiam vir a ser "a maior banda a surgir na América Latina"e contando que ouviu da boca de Malcolm McLaren (ninguém menos que o cara que descobriu New York Dolls e Sex Pistols) que tem potencial de se tornar sucesso mundial.
Também viram sua Meeting Paris Hilton transformar-se em trilha para as chamadas do seriado da "homenageada" no canal de TV paga Fox e viraram personagens do jogo The Sims. Sem contar que tiveram sua música Computer Heat incluída na trilha, em Simlish, língua bizarra do game que substitui o inglês predominante nas letras da CSS. Opção feita meio ao acaso, já que começaram em português e, possivelmente pelo cotidiano conectado, foram adotando o idioma estrangeiro através das letras de Lovefoxxx. Sem conceitos ou preconceitos, naturalmente assim.
E o(s) disco(s)? Sou suspeito para falar qualquer coisa. Posso dizer que, conhecendo a Cansei de Ser Sexy muito bem, fui surprendido faixa a faixa; que alguma composições aparecem tanto no EP quanto no LP (pode chamar assim?), em versões bem diferentes entre si; e que espero que todos se divirtam muito, como eu me diverti na primeira vez (e em todas mais) que ouvi essas canções bem alto.
Carlos Eduardo Miranda
www.canseidesersexy.com.br
CANSEI DE SER SEXY
Off The Hook
why is that we stand so still?
people gonna start thinking we're statues
silence is disturbing me
people talk but i can't hear
off the hook
off the hook
i think i'm off the hook baby
off the hook
let's find us a both to sit
the more i talk the more my bones get heavy
this silence is disturbing me
don't they know i can't read lips?
off the hook
off the hook
i think i'm off the hook baby
off the hook
off the hook
yeah, you were right
this is really fun
i never got this dumb before
off the hook
off the hook
i think i'm off the hook baby
off the hook
why is that we stand so still?
people gonna start thinking we're statues
this silence is disturbing me
people talk but i can't hear
i'm off the hook
Quando, depois de uns quinze minutos de punk rock barulhento, uma das meninas pediu para o baterista afinar sua guitarra, enquanto a japonesa de cabelos brancos que se destacava ao microfone parecia combinar algo com o resto da banda, me dei conta: o show já havia começado. Tão urgente que era difícil saber quando uma música começava ou acabava. Aquela explosão de espontaneidade e diversão borbulhante me deu plena certeza de estar assistindo à banda de rock brasileira mais coerente e representativa daquele início de século.
Poucos dias antes, aparecera no Tramavirtual o nome Cansei de Ser Sexy com uma música absurdamente crua chamada Ódio, Ódio, Ódio, Sorry C. Tão crua e direta, foi imediatamente parar nos destaques. Logo descobri que o lendário guitarrista do Butchers Orchestra Adriano Cintra estava envolvido e que as meninas eram ligadas à moda, às artes plásticas, design e cinema. Fazia sentido mas não garantia nada. A foto postada na página do Tramavirtual, que está lá até hoje, sim. Nada de rostos, além de sorrisos. Mais shortinhos e camisetas detonadas emoldurando pernas lascadas e sujas. Descompromisso total. Idêntico ao som.
Migrar dali para os fotologs - o de Lovefoxx chegou a ser o mais acessado do planeta - utilizados como nome das integrantes no Tramavirtual foi definitivamente revelador. Estava diante de algo verdadeiramente novo. Não apenas música, mas uma nova maneira de conviver com ela. Um jeito de se expor em meio ao processo. Um grupo inacabado que, ao contrário de preservar-se até chegar "ao ponto", entregava-se corajosamente transformando tudo em estilo. Existe algo que faça mais sentido nesses tempos de telhados de vidro?
A identificação com o Tramavirtual estava estabelecida. Tanto que a Cansei de Ser Sexy marcou presença no Top 10 do site música após música e, em contrapartida, encontrou ali uma ferramenta poderosa que fez suas canções serem entoadas pela platéia em shows em qualquer parte do Brasil, sem ao menos um CD demo.
A determinação em montar uma banda para se divertir que a baixista Ira (então do punk rocker Hugh Grants) usou para convencer a amiga Maria Helena, que tinha um tecladinho e arriscava uma ou duas notas nele, logo estendeu-se por emails e encontros no então QG Torre do Doutor Zero, na Vila Madalena, em São Paulo. Lá, ao lado das futuras guitarristas Ana e Luiza Sá, já incorporadas ao time, requisitaram a presença de Lovefoxxx e de Adriano Cintra que tocava, entre tantos grupos, no fuleiríssimo I Love Miami, que as inspirou. Ele disse que aceitava o convite se fosse para tocar algo que nunca tinha tocado: bateria.
Já Lovefoxxx, que entrara para ser a portadora de mais uma guitarra, esqueceu de levar a mesma no primeiro ensaio da banda e acabou tendo de divertir-se berrando no microfone. Bem ao estilo Cansei de Ser Sexy, estava fundada a banda. Tão livre e desprendida que chegou a ter integrantes que simplesmente apareceram para assistir um ensaio e ficaram por um tempo na formação, como o caso da ex-vocalista Clara.
Adriano botou a obra pra andar, gravando as experiências nos ensaios semanais e bases eletrônicas em seu estúdio caseiro, enquanto Lovefoxxx fornecia as letras por email. Levando o fato de não saberem tocar seus intrumentos apenas como um desafio para a criatividade, o grupo começou a arriscar pequenos shows nas casas noturnas que alimentam o underground paulistano.
Cada noitada dessas vira uma aventura. Tudo pode acontecer: guerra de bolinhas de plástico entre banda e platéia, mergulhos do palco sobre as cabeças do público, calcinhas à mostra, cuecas jogadas ao palco (e devolvidas), gente tocando de costas o show inteiro e até gente tocando sentada no chão numa postura anti-espetáculo rara. Desprendimento que criou forte identificação dos que se apinham para vê-las em lugares pequenos, mal iluminados e com som alto e distorcido (yeah!) em celebrações caóticas e divertidíssimas.
Mas não é por respirar independência e autonomia 24 horas por dia que furtariam-se ao desafio de, convidadas para tocar entre Kraftwerk e 2 Many DJs, encarar o palco gigantesco do Tim Festival 2004 e sua platéia exigente. Para melhor enfrentar a empreitada convidaram a guitarrista Carol, que já tocava com Adriano na Verafisher. Para quem assumidamente não sabia tocar e nunca tinha se apresentado com uma distância de mais de cinquenta centímetros entre as integrantes da banda uma ousadia e tanto.
Sem abandonar os pequenos palcos, a formação expandida começou a depurar os arranjos e caminhar naturalmente para gravações que, mesmo que ainda caseiras, mirassem numa direção mais elaborada. Ou seja, como que se dizia antigamente "para virar disco".
Mesmo crescimento teve o Tramavirtual neste período, de um site experimental à principal referência em música independente brasileira na internet com 50 mil músicas e quase 20 mil artistas. Hora do passo adiante. Mas não poderia ser repetido aqui nada do que já havia sido estabelecido nas relações entre artistas e gravadoras, do contrato ao marketing pé no chão, passando pelo formato. Um CD normal não é exatamente o que se espera de uma parceria dessas.
As gravações no software Logic ("eu odeio ProTools", diz Adriano sobre o mais sofisticado e profissional programa de gravação digital) foram adicionadas de takes de bateria gravados no lendário estúdio de Clayton, baterista dos Detetives, por onde passam muitas das melhores bandas de rock independente de SP. Depois de acabamento caprichado em mixagem no estúdio da Trama, as 21 faixas viraram não um, mas dois discos. CSS SUXXX, um EP de sete faixas, foi concebido especialmente para venda exclusiva em shows, num envelope simples e preço acessível. Já o CD, propriamente dito, ganha tratamento especial, com luva e um CDR, grátis e personalizado, para incentivar o intercâmbio de cultura musical entre amigos, tão combatido pelas grandes gravadoras. O mesmo disco ainda deverá sair numa edição simples, atendendo aos diferentes perfis de fãs de música.
Enquanto isso, a Cansei de Ser Sexy recebeu no Brasil a visita do jornalista Peter Culshaw, do jornal britânico The Observer, que as destacou pela "sensibilidade pop e pelo comportamento subversivo" considerando que poderiam vir a ser "a maior banda a surgir na América Latina"e contando que ouviu da boca de Malcolm McLaren (ninguém menos que o cara que descobriu New York Dolls e Sex Pistols) que tem potencial de se tornar sucesso mundial.
Também viram sua Meeting Paris Hilton transformar-se em trilha para as chamadas do seriado da "homenageada" no canal de TV paga Fox e viraram personagens do jogo The Sims. Sem contar que tiveram sua música Computer Heat incluída na trilha, em Simlish, língua bizarra do game que substitui o inglês predominante nas letras da CSS. Opção feita meio ao acaso, já que começaram em português e, possivelmente pelo cotidiano conectado, foram adotando o idioma estrangeiro através das letras de Lovefoxxx. Sem conceitos ou preconceitos, naturalmente assim.
E o(s) disco(s)? Sou suspeito para falar qualquer coisa. Posso dizer que, conhecendo a Cansei de Ser Sexy muito bem, fui surprendido faixa a faixa; que alguma composições aparecem tanto no EP quanto no LP (pode chamar assim?), em versões bem diferentes entre si; e que espero que todos se divirtam muito, como eu me diverti na primeira vez (e em todas mais) que ouvi essas canções bem alto.
Carlos Eduardo Miranda
www.canseidesersexy.com.br
CANSEI DE SER SEXY
Off The Hook
why is that we stand so still?
people gonna start thinking we're statues
silence is disturbing me
people talk but i can't hear
off the hook
off the hook
i think i'm off the hook baby
off the hook
let's find us a both to sit
the more i talk the more my bones get heavy
this silence is disturbing me
don't they know i can't read lips?
off the hook
off the hook
i think i'm off the hook baby
off the hook
off the hook
yeah, you were right
this is really fun
i never got this dumb before
off the hook
off the hook
i think i'm off the hook baby
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Recent Reviews
one of the best bands in the world (or the most dancing) is Radio 4.
They mix The Clash and Gang Of Four with a little of electronic, creating the "disco-punk"(OR dance-punk), in my opinio they created the best (sub)genre of music: you dance too much and in the same time you think about the world!
I love too much Radio 4 (The Rapture, Chk Chk Chk too, but Radio 4 is number one!) Gotham! (the album with the musics "Dance To The Underground", "Struggle", "Certain Tragedy" etc) are...oh.... ONE OF THE BESTS ALBUMS OF MY LIFE.
I bought the new album "Enemies Like This" and is very good, "Too Much To Ask For" and "(Always A) Target" are very good, how can i say....this songs are the "dancing of the album" (in my opinion ELT is a mix of the 3 albums of the band).
just one thing: if you like Radio 4, you like to dance to the underground!
They mix The Clash and Gang Of Four with a little of electronic, creating the "disco-punk"(OR dance-punk), in my opinio they created the best (sub)genre of music: you dance too much and in the same time you think about the world!
I love too much Radio 4 (The Rapture, Chk Chk Chk too, but Radio 4 is number one!) Gotham! (the album with the musics "Dance To The Underground", "Struggle", "Certain Tragedy" etc) are...oh.... ONE OF THE BESTS ALBUMS OF MY LIFE.
I bought the new album "Enemies Like This" and is very good, "Too Much To Ask For" and "(Always A) Target" are very good, how can i say....this songs are the "dancing of the album" (in my opinion ELT is a mix of the 3 albums of the band).
just one thing: if you like Radio 4, you like to dance to the underground!
posted December 25, 2006 at 05:14:44 PM
I love The Cribs because they have a unique sound: they mix distortions guitars(that you can't hear any chord) with britpop melody....ok, is hard to explain.
Your first CD "The Cribs", is awesome, all the time you want to sing with them, the back vocals are great, the brothers have beautiful voices: music like "Baby, Don't Sweat", "What About Me" confirm: The Cribs is one of the best indie rock bands of United Kingdom.
The second CD, "The New Fellas" is great too but don't have the same pop idea of "The Cribs" but they rock too! the guitars are more powerfuls.
If you like Strokes, Libertines or Britpop bands, this band gonna be one of your favorites
Your first CD "The Cribs", is awesome, all the time you want to sing with them, the back vocals are great, the brothers have beautiful voices: music like "Baby, Don't Sweat", "What About Me" confirm: The Cribs is one of the best indie rock bands of United Kingdom.
The second CD, "The New Fellas" is great too but don't have the same pop idea of "The Cribs" but they rock too! the guitars are more powerfuls.
If you like Strokes, Libertines or Britpop bands, this band gonna be one of your favorites
posted September 21, 2006 at 05:39:04 PM
When I Listen To Young Knives, i stay in shocked.The "riff" of "Weekends & Bleakdays", i already think:
"Rapture".
But when come the grave voice (too diferent of Rapture)and the "Hot Summer,Hot,Hot,Summer" i think:
"Beatles".
I Enter in a confuse stage of my brain
The other musics are so great (Shes So Attracked), but they don't have this mix of Rapture and Britpop.
Young Knives Is Fuckin Good
"Rapture".
But when come the grave voice (too diferent of Rapture)and the "Hot Summer,Hot,Hot,Summer" i think:
"Beatles".
I Enter in a confuse stage of my brain
The other musics are so great (Shes So Attracked), but they don't have this mix of Rapture and Britpop.
Young Knives Is Fuckin Good
posted July 24, 2006 at 06:29:24 PM
Indie Rock....the good music for ones, bad for the Englishs.
Before Subways came with your Garage Rock, Englando was the city of Coldplay, Travis, Keane etc...To some people English was..."too soft" but appear, The Subways! Young For Eternity is one of the most ROCK album of The actuality, they have the "know-how" of the Rock & Roll: Quick Musics, Vigorosid Voice, Bubblegum Refrain like in "Rock & Roll Queen" and "1Am"
Yeah...this article is like Rock & Roll: Quick but too much to say!
Before Subways came with your Garage Rock, Englando was the city of Coldplay, Travis, Keane etc...To some people English was..."too soft" but appear, The Subways! Young For Eternity is one of the most ROCK album of The actuality, they have the "know-how" of the Rock & Roll: Quick Musics, Vigorosid Voice, Bubblegum Refrain like in "Rock & Roll Queen" and "1Am"
Yeah...this article is like Rock & Roll: Quick but too much to say!
posted July 22, 2006 at 12:47:39 PM
Yes is true, in your debut album "Stars Of CCTV" you can see that.
"Cash Machine" and "Gotta Reason" is really "indie-funk".
Indie-Funk... I invented that because they mix funked guitars with alternative sounds...others bands do that... but now they are doing better.
One of your hits is "Hard To Beat" a great song, is like a mix of "Suzie"(Boy Kill Boy) & "One More Time"(Daft Punk).
"Cash Machine" and "Gotta Reason" is really "indie-funk".
Indie-Funk... I invented that because they mix funked guitars with alternative sounds...others bands do that... but now they are doing better.
One of your hits is "Hard To Beat" a great song, is like a mix of "Suzie"(Boy Kill Boy) & "One More Time"(Daft Punk).
posted July 10, 2006 at 10:33:23 AM


